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Sinopse
Nem o ódio entre duas famílias impediu o amor dos jovens Enrico e Giovanna. Os Mezenga e os Berdinazzi são vizinhos, e, por causa de uma cerca no limite de suas propriedades, vivem uma guerra sem precedentes. As duas famílias proibem o amor entre Enrico, filho de Antônio e Nena Mezenga, e Giovanna, filha de Giuseppe e Marieta Berdinazzi. Os dois se casam e mesmo depois de casados não conseguem viver esse amor, por isso fogem.
O filho de Enrico e Giovanna, Bruno Mezenga, cresce e se transforma num dos maiores criadores de gado do país, conhecido como o "Rei do Gado". Ele sabe do ódio que separou as famílias de seus pais, e nunca conheceu os parentes de sua mãe: os avós e os tios, Bruno, que morreu na guerra, e Giácomo Guilherme, que morreu pobre. Só sabe que o outro tio, Jeremias Berdinazzi, tornou-se um rico fazendeiro. Mas o velho Jeremias é um homem solitário que não reconhece os Mezenga como membros de sua família, e cujo único sonho é encontrar Marieta - a sobrinha que ele nunca conheceu, filha de seu irmão Giácomo Guilherme - e deixar para ela toda sua fortuna.
Bruno Mezenga, por sua vez, vive um casamento fracassado com Léa, uma esposa infiel que o trai com Ralf, um mau-caráter. O casal tem dois filhos: Lia, que apaixonou-se pelo peão Pirilampo, e Marcos, que vive um atribulado romance com Liliana, filha de Roberto Caxias, um senador da República.
Mas as vidas de Bruno Mezenga e Jeremias Berdinazzi mudam completamente com a chegada de duas mulheres. Marieta, que julga ser a sobrinha desaparecida de Jeremias; e Luana, uma bóia-fria sem passado por quem Bruno se apaixona.
O filho de Enrico e Giovanna, Bruno Mezenga, cresce e se transforma num dos maiores criadores de gado do país, conhecido como o "Rei do Gado". Ele sabe do ódio que separou as famílias de seus pais, e nunca conheceu os parentes de sua mãe: os avós e os tios, Bruno, que morreu na guerra, e Giácomo Guilherme, que morreu pobre. Só sabe que o outro tio, Jeremias Berdinazzi, tornou-se um rico fazendeiro. Mas o velho Jeremias é um homem solitário que não reconhece os Mezenga como membros de sua família, e cujo único sonho é encontrar Marieta - a sobrinha que ele nunca conheceu, filha de seu irmão Giácomo Guilherme - e deixar para ela toda sua fortuna.
Bruno Mezenga, por sua vez, vive um casamento fracassado com Léa, uma esposa infiel que o trai com Ralf, um mau-caráter. O casal tem dois filhos: Lia, que apaixonou-se pelo peão Pirilampo, e Marcos, que vive um atribulado romance com Liliana, filha de Roberto Caxias, um senador da República.
Mas as vidas de Bruno Mezenga e Jeremias Berdinazzi mudam completamente com a chegada de duas mulheres. Marieta, que julga ser a sobrinha desaparecida de Jeremias; e Luana, uma bóia-fria sem passado por quem Bruno se apaixona.
Elenco
- Apresentando
Ator | Personagem |
---|---|
Marcello Antony | Bruno Berdinazzi |
Mariana Lima | Liliana Caxias |
Lavínia Vlasak | Lia Mezenga |
Caco Ciocler | Geremias Berdinazzi |
Manuel Boucinhas | Giácomo Guilherme Berdinazzi |
Tarcísio Meira como Giuseppe Berdinazzi |
Eva Wilma como Marieta Berdinazzi |
- Atores convidados
Ator | Personagem |
---|---|
Raul Cortez | Geremias Berdinazzi |
Carlos Vereza | Senador Roberto Caxias |
- Participação especial
Atriz | Personagem |
---|---|
Vera Fischer | Nena Mezenga |
Zilda Pereira | Dona Filó |
Personagens
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Bastidores
Outro sucesso de Benedito Ruy Barbosa nos anos 90. A saga das famílias Mezenga e Berdinazzi cativou o público do início ao fim.
A primeira fase da novela foi emocionante e um dos melhores momentos da teledramaturgia brasileira. Ares operísticos juntando elementos do teatro e da narrativa audiovisual, conseguindo contrastes de luz em busca da ressonância do passado e mostrando-se a decadência do ciclo do café e a inserção do Brasil na Segunda Guerra Mundial.
A segunda fase mostrou a modernização e a riqueza do interior paulista através de Ribeirão Preto.
Antônio Fagundes, Raul Cortez e Carlos Vereza interpretaram personagens que marcaram suas carreiras: Bruno Mezenga, Jeremias Berdinazzi e o Senador Roberto Caxias, respectivamente.
Patrícia Pillar passou dez dias entre os cortadores de cana para compor sua bela e forte Luana.
A Reforma Agrária, a vida dos trabalhores do Movimento dos Sem Terra (MST) e a luta pela posse de terras foram amplamente discutidos na novela e tiveram grande repercussão na mídia e na sociedade em geral.
O Rei do Gado estreou dois meses após a morte de 19 sem-terra em Eldorado dos Carajás (PA). O MST era apoiado pelo Senador Caxias, morto durante uma invasão. "A novela ajudou a fazer as pessoas nos olharem de maneira diferente. Nos deu status de cidadãos", disse na época o presidente do MST, João Pedro Stédile.
Participação do senadores Eduardo Suplicy e Benedita da Silva, que atuaram no funeral do Senador Caxias (Carlos Vereza).
A novela também revelou o talento de atrizes como Letícia Spiller, Ana Beatriz Nogueira e a veterana Walderez de Barros.
Numa marcante cena da novela, o Senador Caxias faz um discurso emocionado sobre os sem-terra, e no plenário estão apenas três senadores: um cochilando, outro lendo jornal e o terceiro falando ao celular. No dia seguinte, o então senador Ney Suassuna subiu à tribuna do senado para protestar contra o que classificou como "distorção da realidade". Segundo ele, a cena induzia a população a acreditar que não havia senadores honestos no país.
Para as gravações de O Rei do Gado, além da cidade cenográfica construída no Projac, foram utilizados pelo menos cinco pólos de produção: Itapira, Ribeirão Preto e Amparo (SP), Guaxupé (MG) e Aruanã (GO), por onde se espalhavam as fazendas usadas como locação.
A produção recebeu o Certificado de Honra ao Mérito no San Francisco International Film Festival, concorrendo com 1525 produções de 62 países. A primeira fase da novela foi especialmente transformada em minissérie para o Festival Banff, do Canadá, onde foi selecionada como obra hors-concours.
Primeira novela na Globo de Marcello Antony, Caco Ciocler, Lavínia Vlasak e Emílio Orciollo Neto.
Sua primeira trilha sonora quebrou um recorde que, durante 18 anos, pertencia à trilha sonora internacional da novela Dancin´ Days: vendeu mais de 1,5 milhões de discos.
Prêmios
Prêmio APCA
A primeira fase da novela foi emocionante e um dos melhores momentos da teledramaturgia brasileira. Ares operísticos juntando elementos do teatro e da narrativa audiovisual, conseguindo contrastes de luz em busca da ressonância do passado e mostrando-se a decadência do ciclo do café e a inserção do Brasil na Segunda Guerra Mundial.
A segunda fase mostrou a modernização e a riqueza do interior paulista através de Ribeirão Preto.
Antônio Fagundes, Raul Cortez e Carlos Vereza interpretaram personagens que marcaram suas carreiras: Bruno Mezenga, Jeremias Berdinazzi e o Senador Roberto Caxias, respectivamente.
Patrícia Pillar passou dez dias entre os cortadores de cana para compor sua bela e forte Luana.
A Reforma Agrária, a vida dos trabalhores do Movimento dos Sem Terra (MST) e a luta pela posse de terras foram amplamente discutidos na novela e tiveram grande repercussão na mídia e na sociedade em geral.
O Rei do Gado estreou dois meses após a morte de 19 sem-terra em Eldorado dos Carajás (PA). O MST era apoiado pelo Senador Caxias, morto durante uma invasão. "A novela ajudou a fazer as pessoas nos olharem de maneira diferente. Nos deu status de cidadãos", disse na época o presidente do MST, João Pedro Stédile.
Participação do senadores Eduardo Suplicy e Benedita da Silva, que atuaram no funeral do Senador Caxias (Carlos Vereza).
A novela também revelou o talento de atrizes como Letícia Spiller, Ana Beatriz Nogueira e a veterana Walderez de Barros.
Numa marcante cena da novela, o Senador Caxias faz um discurso emocionado sobre os sem-terra, e no plenário estão apenas três senadores: um cochilando, outro lendo jornal e o terceiro falando ao celular. No dia seguinte, o então senador Ney Suassuna subiu à tribuna do senado para protestar contra o que classificou como "distorção da realidade". Segundo ele, a cena induzia a população a acreditar que não havia senadores honestos no país.
Para as gravações de O Rei do Gado, além da cidade cenográfica construída no Projac, foram utilizados pelo menos cinco pólos de produção: Itapira, Ribeirão Preto e Amparo (SP), Guaxupé (MG) e Aruanã (GO), por onde se espalhavam as fazendas usadas como locação.
A produção recebeu o Certificado de Honra ao Mérito no San Francisco International Film Festival, concorrendo com 1525 produções de 62 países. A primeira fase da novela foi especialmente transformada em minissérie para o Festival Banff, do Canadá, onde foi selecionada como obra hors-concours.
Primeira novela na Globo de Marcello Antony, Caco Ciocler, Lavínia Vlasak e Emílio Orciollo Neto.
Sua primeira trilha sonora quebrou um recorde que, durante 18 anos, pertencia à trilha sonora internacional da novela Dancin´ Days: vendeu mais de 1,5 milhões de discos.
Prêmios
Prêmio APCA
- Melhor Ator - Raul Cortez
- Melhor Atriz Coadjuvante - Walderez de Barros
- Melhor Ator Coadjuvante - Leonardo Brício
- Revelação Masculina - Caco Ciocler
Prêmio Contigo!
- Melhor Novela
- Melhor Atriz - Patrícia Pillar
- Melhor Ator - Raul Cortez
- Atriz Revelação - Lavínia Vlasak
- Ator Revelação - Marcello Antony
- Melhor Vilão - Oscar Magrini
- Melhor Vilã - Glória Pires
- Melhor Par Romântico - Letícia Spiller e Leonardo Brício
Troféu Imprensa
- Melhor Novela
- Melhor Ator - Raul Cortez
Créditos
Globo - 20h
de 17 de junho de 1996 a 15 de fevereiro de 1997
209 capítulos
novela de Benedito Ruy Barbosa
colaboração de Edmara Barbosa e Edilene Barbosa
direção de Luís Fernando Carvalho, Carlos Araújo, Emílio Di Biase e José Luís Villamarin
direção geral de Luís Fernando Carvalho
Globo - 20h
de 17 de junho de 1996 a 15 de fevereiro de 1997
209 capítulos
novela de Benedito Ruy Barbosa
colaboração de Edmara Barbosa e Edilene Barbosa
direção de Luís Fernando Carvalho, Carlos Araújo, Emílio Di Biase e José Luís Villamarin
direção geral de Luís Fernando Carvalho
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