Ciranda de Pedra

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Sinopse

São Paulo, 1958. Laura e Natércio Silva Prado formam um dos mais invejados casais da sociedade paulistana. Ele é um advogado conceituado e ávido para seguir uma vitoriosa carreira jurídica. Laura é uma bela mulher, elegante e culta. O casal mora num casarão do Jardim Europa e tem três filhas: Otávia, Bruna e Virgínia.

Mas, Laura sofre de distúrbios emocionais que a faz ter crises constantes. Ora é tranqüila e simpática, ora se mostra nervosa e descontrolada. Doente, ela se trata com o atencioso médico Daniel Freitas - com quem já teve um caso no passado -, que é o oposto de Natércio, sempre ocupado demais para dar atenção à esposa.

A filha caçula, Virgínia, desde o nascimento, sempre foi muito apegada à mãe, e esta à filha, o que despertou o ciúme das outras duas irmãs e a desconfiança de Natércio, que vive na sombra da dúvida de Virgínia ser fruto do adultério da esposa. Contestadora e inconformada com o tratamento que Natércio dá a Laura, Virgínia bate de frente com o pai, que não a poupa dos castigos. É nos braços do jovem Conrado Cassini que Virgínia encontra apoio, mesmo tendo que disputá-lo com Otávia, que faz de tudo para roubar o namorado da irmã.

Para fugir da falta de compreensão, Laura sempre busca o apoio de seu médico, ainda apaixonado por ela. Não suportando mais conviver com a tirania do marido, ela decide acabar seu casamento. Inconformado, Natércio manda internar a esposa como louca. É Daniel quem a resgata do sanatório e leva para morar em sua casa, um sobradinho na Vila Mariana.

Mas Natércio fará de tudo para ter sua mulher de volta, contando com o apoio da fiel governanta Frau Herta, uma mulher austera e temida pelos demais empregados da mansão dos Prado. E completamente apaixonada pelo patrão.

Elenco

Ator Personagem
Ana Paula Arósio Laura Toledo Silva Prado
Marcello Antony Dr. Daniel Freitas
Daniel Dantas Natércio Silva Prado
Osmar Prado Cícero Cassini
Ana Beatriz Nogueira Frau Herta B. Adler
Leandra Leal Elzinha (Elza Carmelo Cassini)
Paola Oliveira Letícia Garcia Cassini
Bruno Gagliasso Eduardo Ribeiro
Caio Blat Afonso Müler
Cléo Pires Margarida Carmelo Ribeiro
Max Fercondini Conrado Garcia Cassini
Mônica Torres Julieta Garcia Cassini
José Rubens Chachá Seu Memé (Palamedes Carmelo)
José Augusto Branco Silvério
Mila Moreira Urânia Tomaz
Tuna Dwek Iracema
Clarice Niskier Alzira Carmelo
Maria Pompeu Joaquina Tomaz
Daniele Suzuki Alice
Cláudio Fontana Rogério Paes de Almeida
Hermila Guedes Divina
André Frateschi Peixe (Frederico Augusto)
Lucy Ramos Luciana
Karen Coelho Idalina
André Rebustini Pedro
Julio Andrade Patrício Tomaz
Maria Laura Nogueria Rosa
Rosa Marya Colin Dona Aurora
Glauce Graieb Madame Lenah
Olívia Araújo Jovelina

Personagens

Natércio Prado Laura Daniel

Otávia Bruna Virgínia

Conrado Frau Herta Afonso

Letícia Eduardo Margarida

Elzinha Cícero Cassini Julieta

Ramira Memé Alzira

Luciana Rogério Divina

Alice Pedro Iracema

Patrício Idalina Peixe

Fonte: Reprodução / Rede Globo

Bastidores

Nova adaptação do famoso romance de Lygia Fagundes Telles, que já havia rendido uma novela de sucesso em 1981, adaptada por Teixeira Filho.

Vale ressaltar que este não foi um remake da novela de 1981, mas uma nova adaptação do livro Ciranda de Pedra. Sendo assim, tramas e personagens criados por Teixeira Filho na novela original não apareceram nesta nova produção. Bem como novas histórias com novos personagens que foram criados por Alcides Nogueira para esta nova versão televisiva do livro.

Embora sejam diferentes, Alcides Nogueira disse ter bebido da mesma fonte que inspirou o outro autor. A maior mudança segundo ele, foi a questão da ambientação da trama, já que a nova versão se passa em 1958, ano considerado pelo autor como marcado por grandes transformações, ao contrário da primeira, que se passava nos anos 40.
Outra alteração foi a adição de um núcleo de humor à história: "Criei um núcleo cômico para a trama, com a Walderez de Barros e o Paulo Betti (mais tarde substituído por José Rubens Chachá)", disse Nogueira.
O único elemento aproveitado da primeira versão pelo autor, foi o personagem Eduardo, interpretado por Bruno Gagliasso, um recém-chegado engenheiro que se apaixona por Margarida (Cléo Pires) e mais tarde, por Virgínia (Tammy Di Calafiori).

Assim como acontecera com a novela antecessora (Desejo Proibido), Ciranda de Pedra teve a pior média geral de audiência da década. Até 2007, a pior média vista era a de Sabor da Paixão, com 24 pontos. Depois Desejo Proibido bateu este recorde, com 23 pontos. Ciranda de Pedra fechou com 22.

Mesmo com 32 anos de idade, Ana Paula Arósio interpretou mãe de personagens vividas por atrizes com idade entre 19 e 23 anos. Em entrevista à colunista Mônica Bergamo, do jornal A Folha de São Paulo, a atriz comentou o rápido envelhecimento de suas personagens:
"Digo que as coisas na Globo são muito rápidas: na primeira novela, você é a filha da mocinha; na segunda, é a mocinha; na terceira, é a mãe da mocinha!".

Pesquisas de opinião, feitas na segunda semana de junho, pela Rede Globo, mostraram que o público rejeitava a saída de Ana Paula Arósio, cuja personagem Laura, a exemplo da obra original, morria no decorrer da história. Os autores da novela decidiram deixá-la até o final, já que ela deveria morrer por volta do capítulo 80.

No romance original, a personagem Letícia era lésbica, diferente das duas adaptações feitas para a televisão. Na primeira gravação da novela, o tema não pôde ser abordado por conta da Censura vigente. Nesta segunda gravação, o autor justificou que não gostaria que a novela sofresse problemas com o Ministério da Justiça, pois temia que temas polêmicos prejudicassem a classificação etária da novela. Mesmo assim, nos últimos capítulos, Letícia vai viajar acompanhada de uma "amiga", como sugere a cena.

Mônica Torres, que havia atuado na primeira novela como Letícia, agora voltava como Lili, mãe de Letícia (interpretada em 1981 por Ana Lúcia Torre).

O ator José Augusto Branco, que também participou da novela de 1981, como o médico Alceu Ladeira, voltou como Silvério, empregado na mansão de Natércio Prado.

O ator Samuel Assis, que interpretava Emiliano, o químico industrial da Cassini & Prado Metalúrgica, foi dispensado da novela depois de uma avaliação interna realizada pela emissora que constatou que sua personagem não havia funcionado.

Ciranda de Pedra trouxe uma inovação: o recurso de ambientação virtual da novela. Este recurso, usado em caráter experimental em O Profeta nas passagens de cena, desta vez foi aprimorado. Para tal, a produção utilizou um enorme painel de 12 metros de altura por 28 metros de largura para a inserção de imagens em chroma key. Nele foram sobrepostas cenas gravadas e produzidas em um cruzamento em São Paulo. Os prédios da trama, construídos na cidade cenógrafica no Rio, foram inspirados nos estlos art decó e modernista e têm o pé direito duplo. Todos estes recursos tiveram o objetivo de imprimir nas cenas a grandiosidade e a agitação que a cidade de São Paulo já exibia naquela época.

No final do capítulo do dia 19/07/2008, sábado, a novela apresentou uma seqüência de imagens com as cenas dos próximos capítulos.

A cena final de Tammy Di Calafiori, a Virgínia, como líder estudantil, no último capítulo, contou com a participação da equipe técnica da novela. Eram eles os "manifestantes" na seqüência.

O tema de abertura, a música Redescobrir, cantada por Elis Regina, já havia sido tema de abertura de outra novela: Razão de Viver, produzida pelo SBT em 1996.

Créditos

Globo - 18h
de 5 de maio a 4 de outubro de 2008
131 capítulos
novela de Alcides Nogueira
baseada no romance homônimo de Lygia Fagundes Telles
escrita por Mário Teixeira e Alcides Nogueira
colaboração de Lúcio Manfredi e Cristiane Dantas
direção de Maria de Médicis, Natalia Grimberg, André Luiz Câmara e Allan Fiterman
direção geral de Carlos Araújo
núcleo Denise Saraceni

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