O Bem Amado

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Sinopse

Odorico Paraguaçu, o prefeito da pequena cidade de Sucupira, tem como meta prioritária em sua administração a inauguração de um cemitério. É apoiado pelas irmãs Cajazeiras - Dorotéia, Dulcinéia e Judicéia -, com as quais o político viúvo mantém relações muito próximas. E tem em Vladimir, dono do único jornal da cidade, seu principal opositor.

A história passada no início dos anos 60 é narrada por Neco Pedreira, um jovem que se apaixona por Violeta, a filha do prefeito, moça moderna que estuda na capital. Os dois vivem um romance proibido enquanto Odorico sonha em abrir o cemitério municipal. Por falta de defunto, o prefeito nunca consegue realizar sua meta.

Odorico arma situações para que alguém morra - inclusive importando um moribundo (Ernesto) que não morre e contratando Zeca Diabo, o matador responsável pela morte de seu antecessor.

Elenco
  • Marco Nanini - Odorico Paraguaçu
  • José Wilker - Zeca Diabo
  • Maria Flor - Violeta
  • Caio Blat - Neco Pedreira
  • Andréa Beltrão - Dulcinéia
  • Drica Moraes - Judicéia
  • Zezé Polessa - Dorotéia
  • Matheus Nachtergaele - Dirceu Borboleta
  • Bruno Garcia - Ernesto
  • Tonico Pereira - Vladmir
  • Edmilson Barros - Chico Moleza
Fotos








Bastidores

Terceira vez que a televisão apresenta a adaptação da peça Odorico, O Bem Amado, e os Mistérios do Amor e da Morte, que Dias Gomes só conseguiu encenar em 1969, depois de sete anos engavetada.

Em 1973 foi ao ar a novela que marcou a TV brasileira, estrelada por Paulo Gracindo (como Odorico Paraguaçu), Lima Duarte (como Zeca Diabo), Emiliano Queiroz (como Dirceu Borboleta) e outros.
Entre 1980 e 1984, a Globo levou ao ar o seriado, com parte do elenco da novela original.

Em 2010, a história de Dias Gomes chegou aos cinemas no filme de Guel Arraes, produzido por Paula Lavigne. A Globo então apresentou o filme em 2011 em formato de minissérie, dividido em 4 capítulos.

Mas antes de ser produzido para o cinema, O Bem Amado esteve no teatro, com Marco Nanini vivendo o prefeito Odorico Paraguaçu. Nanini conta como o personagem caiu em suas mãos:
"O Bem Amado apareceu na minha vida de uma forma engraçada porque primeiro o Guel me sondou para fazer um filme produzido por Paula Lavigne e havia uma possibilidade para se tornar série para TV. O assunto ficou em banho maria por muito tempo, até que eu resolvi montar no teatro, o que foi a fonte de tudo: a peça."

Sobre a história, comentou Guel Arraes, diretor e idealizador do projeto:
"A história se passa na época que foi escrita, entre 61 e 64, mas na verdade esse é só um pretexto para falar dos dias de hoje. Então você termina atualizando, fingindo que está fazendo uma coisa de época. Então, pegando o exemplo das personagens das Cajazeiras, que eram muito mais umas beatas... Elas estão muito mais parecidas com peruas. São como as peruas pioneiras, as grã-finas, tem outro contexto. O próprio Odorico Paraguaçu, que é o prefeito, ele não é aquele coronel que na época que a peça foi escrita representava um pouco o atraso. Hoje em dia esse personagem está tão longínquo, que fazer um coronel de paletó branco e outras coisas, tornaria muito arcaica a obra.
Então o Odorico, sem ser nenhum político atual, ele é muito mais urbano, muito mais um bacharel que assimilou mal a faculdade, que fala difícil para impressionar do que aquele "coronelzão". Tem também um personagem que é um vilão de esquerda, uma esquerda raivosa, que acho uma crítica possível de fazer hoje em dia. Na época não se podia, os intelectuais eram todos de esquerda, a esquerda era uma heroína e hoje em dia já se relativiza um pouco mais e se pode satirizar também a esquerda. Então a atualidade trouxe muitos elementos para acrescentar a nova leitura."

Na novela, a filha de Odorico se chamava Telma e foi interpretada por Sandra Bréa. Quando Telma vem do Rio para Sucupira, se envolve com o médico Juarez Leão (Jardel Filho). Nesta versão, Telma é Violeta (Maria Flor) e se envolve com o jornalista Neco Pedreira (Caio Blat), que na novela foi vivido pelo ator Carlos Eduardo Dolabella.

O personagem Vladimir (Tonico Pereira) não existia na novela. Ele representa a oposição política a Odorico Paraguaçu. Na novela, a oposição era representada por Donana Medrado (Zilka Salaberry) e Lulu Gouveia (Lutero Luiz), personagens que nao existiram no filme de Guel Arraes.

Chico Moleza, o coveiro de Sucupira, é vivido por Edmilson Barros. Mas na verdade, este personagem é a junção de dois personagens que já existiam na novela: Chico Moleza, vivido por Antônio Ganzarolli, e Nezinho do Jegue, vivido por Wilson Aguiar. Sobre os personagens, comentou Edmilson Barros:
"Na realidade ele é a junção de dois personagens. Tanto na novela quanto no seriado tinha o Nezinho do Jegue que quando estava sóbrio ele elogiava Odorico e quando bebia, se exaltava e xingava Odorico. Fui chamado pelo Guel para fazer Chico Moleza, mas quando li o roteiro me encantei muito pelas piadas de Nezinho. Como ainda não tinha ator escalado para o papel, propus que Chico e Nezinho fossem irmãos gêmeos. No final da primeira leitura fiquei com aquele sentimento de querer fazer o Nezinho, mas Guel não tinha gostado muito da idéia dos dois serem gêmeos. Quando fui acertar os últimos detalhes para começar a filmar fui informado pela equipe que Guel reescreveu o personagem e juntou as características dos dois personagens. Então o personagem ficou muito rico, maravilhoso, é diversão pura"

Créditos

Globo - 23h
de 18 a 21 de janeiro de 2011
4 episódios
minissérie de Cláudio Paiva e Guel Arraes
baseada na obra de Dias Gomes
produzido por Paula Lavigne
direção de Guel Arraes

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